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por Luciana Leitão, especial para a revista Fornecedores Hospitalares
Parte II | 25 de maio de 2010

Home sweet home care: os benefícios

Sob o olhar dos diferentes clientes, o que mais chama a atenção na atenção domiciliar é a reinclusão dos pacientes em seu ambiente doméstico

São muitos os benefícios proporcionados pelo sistema de home care. Para os pacientes, garante mais qualidade de vida, além de proporcionar vantagens como tratamento personalizado, uma vez que os pacientes recebem atenção individualizada dos profissionais de saúde; humanização do atendimento, pois conta com a participação dos familiares, o que auxilia em uma precoce recuperação; menos exposição a casos de infecção e mais autonomia do paciente e da família.

Sob o olhar dos diferentes clientes, o que mais chama a atenção na atenção domiciliar, na opinião de Minchillo, é a reinclusão dos pacientes em seu ambiente doméstico amparado pelos cuidados à saúde. “Entre os benefícios, podemos apontar a presença constante do cuidador, que pode participar de forma mais ativa da condução da assistência, e a diminuição dos processos infecciosos, evitando a utilização de antibióticos de alto custo e diminuindo a morbidade e mortalidade”, comenta.

Sob o aspecto psicológico, a melhora da autoestima e dos processos depressivos que, muitas vezes, tomam conta do paciente e interferem no tratamento são sentidos nos primeiros dias de retorno ao domicílio. “Há ainda um aumento na sobrevida dos pacientes com doenças terminais, embora este dado ainda não esteja provado cientificamente”, acrescenta o presidente.

Já em relação às operadoras de saúde e fontes pagadoras, a atenção domiciliar é capaz de reduzir custos de tratamento entre 20% e 60%, dependendo do hospital de origem. Além disso, o atendimento em casa reduz o percentual de re-hospitalização, pois garante mais estabilidade clínica aos pacientes, evitando gastos desnecessários com pronto atendimento e consultas de urgência, principalmente no caso de pacientes crônicos, que podem usufruir de uma expectativa de vida elevada com maior qualidade.

Os hospitais, por exemplo, conseguem otimizar leitos, em razão da rotatividade de pacientes, possibilitando o atendimento de um maior número de pessoas na fase aguda da doença. “Por meio do home care, os hospitais conseguem atender mais pessoas, o que possibilita dedicar sua infraestrutura e know-how para os casos que realmente necessitem, sendo assim uma ferramenta estratégica para a gestão dos recursos disponíveis”, conta Minchillo.

Na opinião do presidente do Nead, a redução dos custos em saúde não acontece por acaso, mas pela soma dos esforços das pessoas e instituições, que reconhecem nas boas práticas a união entre o bem cuidar, o não desperdício e o conhecimento do valor do dinheiro, tanto no setor público quanto privado.

“Alguns gestores têm a percepção de que pode haver, a longo prazo, um incremento do custo assistencial de determinados tipos de atendimento. Esta opinião está embasada nas internações de longa permanência, sem possibilidades de alta. Embora ocorram opiniões distintas, a percepção de vantagens na internação domiciliar está bastante presente, o que explica o crescimento do setor”, diz.

Fonte Pagadora

Hoje, muitos segmentos da saúde suplementar no Brasil discutem como garantir a sustentabilidade das operadoras no contexto do envelhecimento populacional. Neste caminho, a atenção domiciliar surge como estratégia para garantir maior eficácia na gestão de recursos assistenciais.

Dados da ANS indicam que existem hoje no Brasil aproximadamente 1700 operadoras de planos de saúde com registro ativo, onde se distribuem os cerca de 43 milhões de beneficiários. Mas, para demonstrar a grande oferta deste serviço, dentro da classificação entre tipo de operadora, pode-se afirmar que nesta distribuição, somente as que possuem mais de 300 mil beneficiários, cerca de 90% oferecem algm programa de home care. (ficou confuso. Somente 90%??? È bastante. Acho que o dado está errado, não?)

O último censo do Núcleo indica que a grande maioria das empresas prestadoras de serviços está voltada para a iniciativa privada. Destas, o mix de clientes aponta as operadoras de planos de saúde como principal financiadora dos serviços, vindo a seguir os desembolsos realizados pelo consumidor final – cliente particular. O atendimento ao SUS, por parte destas empresas, tem caráter muito específico, sobretudo aqueles ocasionados por sentenças judiciais.

O presidente do Nead diz que no segmento de autogestão, as seguradoras estão entre as empresas que disponibilizam serviços de home care. Entre as maiores medicinas de grupo, pela opção de verticalização dos serviços, há uma divisão entre contratação de terceiros e atendimentos pela rede própria.  Segundo ele, o Sistema Unimed apresenta níveis de utilização diversos, mas vem ofertando cada vez mais a assistência domiciliar.

É o caso da Unimed Campinas, cuja assistência domiciliar existe desde 1997, quando a instituição percebeu que poderia ser uma boa estratégia, considerando que a evolução da medicina atingiu um nível muito elevado ao permitir que os pacientes vivam mais tempo, mesmo com doenças crônicas, dependentes de aparelhos de ventilação e outros cuidados. 

Hoje, quatro empresas de home care atendem à Unimed em Campinas e região, para procedimentos exclusivamente de enfermagem. Há uma empresa que a atende no Rio de Janeiro com equipe multidisciplinar. A instituição possui uma equipe própria e especializada de 11 médicos, 12 fisioterapeutas, 10 enfermeiros e 14 técnicos de enfermagem, farmácia privativa de home care, enfermeira estomoterapeuta, 2 psicólogas, nutricionistas e 4 assistentes sociais. De acordo com o presidente da cooperativa, Plínio Conte de Faria Júnior, a média mensal é de 33 pacientes em internação domiciliar. Além disso, são atendidos mensalmente mais de 700 pacientes. “Hoje o nosso custo é por volta de R$ 1 milhão por mês”, diz.

O trabalho tem início com o encaminhamento do paciente pelo médico assistente, seja no momento da alta hospitalar, seja após o atendimento no consultório. Há atendimento desde pacientes de alta complexidade até os mais simples, que se apresentam acamados ou apenas com dificuldade de locomoção ou necessidade de de curativos. Há ainda aqueles que são atendidos apenas para administração de medicação endovenosa, para manutenção de port-a-cath, e pacientes dependentes de oxigênio.

“O home care, além de ser uma importante solução em saúde, proporciona um atendimento muito mais humanizado, ao viabilizar ao paciente o convívio familiar, e às famílias a presença do paciente em casa, durante o tratamento”, explica o Júnior. “Em média, os custos são cerca de 66%, o que favorece a redução do índice de reajuste sem perda na qualidade da assistência. O custo da internação em casa representa um terço da hospitalar”, acrescenta.

Na visão do presidente da Unimed Campinas, a desospitalização é uma tendência porque, além da redução de custos, da melhora da qualidade de vida, é preciso manter leitos disponíveis para internação de pacientes que realmente precisam ficar hospitalizados. “Os hospitais e os planos de saúde devem ser grandes parceiros, pois cada um tem a sua importância na recuperação dos pacientes e suas ações devem ser complementares”, alerta.

Para os próximos anos, a expectativa é atender cada vez mais em domicílio, deixando para internação hospitalar apenas os pacientes que não puderem ser tratados em casa. “A recuperação em casa é muito melhor. A infecção hospitalar ainda é um problema sério para pacientes que permanecem muito tempo internados”, explica Júnior.

Assim como a Unimed Campinas, a Amil também oferece serviços de home care desde 1991. No ano passado, foram atendidos cerca de 1.600 pacientes no Programa Home Care e 900 em Programas de Monitoramento na filial São Paulo. Atualmente, existem em torno de 1400 pacientes por mês sendo atendidos pela Amil e 1.100 em monitoramento.  

Para a gerente de Gestão de Saúde, Helena Celeste Braga Mendes, o atendimento domiciliar é complexo, pois envolve uma variável muito grande de itens e fornecedores. É um leito virtual, que requer dedicação e perseverança. “Porém, é sempre uma alternativa viável quando existe indicação técnica precisa”, opina, reforçando que o compromisso da Amil é sempre com a qualidade e atenção.

Segundo Helena, a Amil não possui ainda dados conclusivos a respeito do retorno de investimento em atenção domiciliar. “É preciso levar em conta a longevidade dos pacientes atendidos em domicílio”.

A expectativa da empresa é disseminar para todos o segmento a indicação técnica médica, já que não pode ter um programa social.

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