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“Nós fazemos com que esses profissionais se sintam iguais aos demais, pois eles também são cobrados por desempenho”, explica a gerente de gestão de pessoas, Nilci Costa
Depois de 12 notificações judicias e multa de R$ 150 mil, a Unimed Paulistana percebeu a necessidade de se adequar à lei 8.213/91, que prevê que empresas com 100 ou mais empregados devem preencher certos percentuais de seus cargos com Pessoas com Deficiência (PCD´s).
Desde de maio de 2010, a operadora iniciou a implementação do Programa de Contratação e Desenvolvimento de PCD´s para chegar ao número mínimo exigido pela lei, que no caso da organização com 2.700 colaboradores, é de 136 pessoas.
Antes do projeto, a Unimed contava com apenas 26 PCD´s, e atualmente – com o programa em plena execução – a cooperativa tem atualmente 92 PCD´s, entre deficientes físicos e mentais.
Um série de dificuldades, comuns a pessoas com deficiência, tiveram que ser superadas pela equipe de RH como, por exemplo, falta de profissional qualificado no mercado, alta rotatividade, concorrência com salários da previdência, superproteção familiar, sentimento de inferioridade, entre outras.
“Convencemos a diretoria a abrir 50 novas vagas, com uma carga horária diferenciada”, explica a gerente de gestão de pessoas da Unimed Paulistana, Nilci Costa.
Ao ser contratada pela Unimed, antes de começar o trabalho efetivo, a PCD passa por uma formação profissional de quatro horas diárias em três meses. “Nesse período ensina-se de tudo, comportamento, higienização, socialização, até computação. Depois os contratados passam por três áreas diferentes até que sua potencialidade seja definida”, conta Nilci.
Não são só as pessoas com deficiência que passam por rigoroso treinamento. Os funcionários e gestores também. A mensagem primordial do programa é de respeito e igualdade. “Nós fazemos com que esses profissionais se sintam iguais aos demais, pois eles também são cobrados por desempenho”, afirma.
De acordo com Nilci, a produtividade de um deficiente físico é a mesma de alguém sem deficiência. Em relação aos deficientes mentais, Nilci conta que eles desempenham melhor em trabalhos mais mecânicos.
A cada três meses a Unimed Paulistana tem de apresentar novas contratações para o Ministério do Trabalho, com intuito de atingir a cota de 136 colaboradores com deficiência.
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