O bom funcionamento de um sistema de gestão em uma unidade hospitalar implica em maior segurança ao paciente, otimização das práticas assistenciais, geração de informações seguras, controle financeiro, entre outros fatores. Dessa forma, inserido em um ambiente em constante evolução tecnológica, os hospitais, eventualmente, se deparam com a seguinte questão: devemos desenvolver nosso próprio sistema de gestão ou contratar um pronto do mercado?
Na opinião do diretor comercial e de saúde suplementar do InCor, Enio Salu, sem dúvida alguma a melhor opção é contratar um sistema externo. O executivo apresentou as seguintes justificativas durante a 3º edição do 1.2.1 Network Saúde 2011, realizado pela IT Mídia, nesta quinta-feira (01): preço menor em até dez vezes, menor complexidade e maior compatibilidade com as práticas de mercado.
De acordo com Salu, o desenvolvimento de um sistema próprio, ou seja, personalizado às necessidades da instituição só deve ser cogitado em “hospitais exceções”. Ou seja, às entidades que possuem um modelo assistencial diferenciado do mercado, como é o caso, por exemplo, de hospitais universitários, ou, em hospitais localizados em regiões ermas, onde o suporte técnico é praticamente inexistente.
Caso contrário, a diversidade de sistemas existentes no mercado supre o “bom funcionamento” de um sistema de gestão hospitalar. No entanto, segundo Salu, o CIO deve ficar atento a inúmeros aspectos para justificar a implantação de um novo sistema.
O mais importante deles é analisar a mudança sob a ótica do departamento financeiro e de negócios. “Os maiores custos de contratação e manutenção nunca são da área de TI, mas, sim, da operacional. Para fazer a estimativa dos resultados decorrentes do novo sistema, o TI tem que conversar com a área de negócios”, ressalta Salu.
Colocar na mesa todas as etapas do processo, incluindo os custos e ganhos entre as duas áreas é recomendação básica para o sucesso da implantação. “Nosso sistema está exposto para todos os clientes o tempo todo, diferente de outros setores. Costumo dizer que trabalhamos no “between office” ao invés de “front ou back office”. Portanto, temos que assegurar o controle dos processos”, afirma.
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