Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), admitiu que o governo ainda quer a criação de um imposto para financiar investimentos em saúde no País e arrecadar mais R$ 45 bilhões por ano. No entanto, a aprovação do tributo deve acontecer somente no ano que vem.
De acordo com ela, apesar da regulamentação da Emenda 29 – que define os gastos com saúde para União, Estados e municípios – o problema do financiamento da saúde não foi resolvido.
Para ela, a comissão acertada entre os governadores e o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), poderá “resgatar” projetos de lei que criam base de cálculo para a nova versão da CPMF, o imposto do cheque extinto em 2007.
“O governo tem clareza de que precisa de novas fontes para a saúde. Nós já colocamos o dedo na ferida”, afirmou ao Estado.
Ao defender um novo imposto, a ministra afirma que a nova fonte tem de estar adequada à conjuntura econômica e ressalta que o principal tema da eleição de 2012 será a saúde. N
Expectativa do governo é de arrecadar R$ 45 bilhões por ano para o setor, alcançando o mesmo gasto per capita do Chile. No entanto, segundo Ideli, o Chile não garante os serviços públicos de saúde que o Brasil garante.
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