Começou em reuniões corporativas, mas a resolubilidade do sistema fez com que outras áreas o adotassem, assim como o setor de saúde. Videoconferência ou teleconferência passou a ser chamada de telemedicina pelo setor, e tem revolucionado o modo de assistir aos pacientes, gerando maior agilidade, eficiência, e, por conseqüência, menores custos.
A multinacional Cisco, presente em mais de 40 países, adotou a telemedicina com o intuito de promover um acesso mais igualitário no mundo. De acordo com o diretor-presidente de soluções para internet da Cisco, Gustavo Bernales, com a telemedicina transferências desnecessárias são evitadas. “A tecnologia gera produtividade, pois a decisão clínica é tomada por alguém especializado e no momento certo. A equação é sempre favorável à instituição de saúde”, ressalta Bernales.
Além das consultas ministradas através de telas de alta definição, o projeto da Cisco consiste no treinamento e educação médica continuada à distância.
Oitos países possuem negócios inovadores na área.
Chile: depois do terremoto que matou centenas de chilenos em 2010, a Cisco fechou parceria com o Ministério da Saúde para o fornecimento de tele-consultas aos pacientes afetados. Serviços de tele-psiquiatria também foram ofertados à população. “Reduzimos a lista de espera no Chile na área de cardiologia de 200 dias para cinco dias”, conta Bernales.
França: População idosa foi o público-alvo dos tratamentos com telemedicina no País. O governo promoveu forte ação voltada para os geriátricos.
Argentina: O Centro Nacional de Pediatria de Buenos Aires faz em média mais de 250 mil consultas por ano. O Ministério de Ciência e Tecnologia da Argentina decidiu custear a tecnologia para 130 hospitais.
Índia: Serviços de saúde são exportados para populações de áreas separas por questões políticas.
Escócia: Um hospital da Escócia utiliza o sistema Cisco para as salas de urgência e emergência.
EUA: Medicina laboral por meio da telemedicina foi a escolha dos norte-americanos.
Nova Zelândia: O sistema foi utilizado em zonas remotas e rurais, onde o acesso à saúde é mais difícil.
China: Assim como no Chile, o país asiático utilizou a tecnologia para auxiliar as pessoas afetadas pelo terremoto e fornecer atendimento em áreas remotas.
De acordo com o executivo, o retorno dos médicos é bastante positivo em relação ao serviço. “Até o momento não encontramos nenhum obstáculo importante”, diz o diretor-presidente.
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