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O governo está preocupado com as sucessivas compras de hospitais, laboratórios e empresas menores por operadoras de plano de saúde, o que tem elevado a concentração no setor.
Chamaram a atenção das autoridades reguladoras principalmente as movimentações envolvendo a Amil. De cerca de 20 operações incluindo planos de saúde nos últimos três anos, ao menos 7 foram feitas pela empresa. Há o temor de que poucas empresas fiquem “grandes demais”, diminuindo a concorrência no setor e deixando consumidores, médicos e hospitais sem opção.
Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) vai congelar algumas operações até que elas sejam analisadas definitivamente pelo órgão.
A primeira delas será a compra da rede de laboratórios Dasa pela MD1, empresa controlada pela Amil. Os dois negócios serão mantidos separados até a análise final do órgão.
Em julho, a procuradoria do Cade chegou a pedir que fosse adotada uma medida cautelar obrigando a separação das operações, mas o relator do processo, conselheiro Ricardo Ruiz, preferiu dar mais prazo para que os dois lados chegassem a um consenso.
Negociações semelhantes estão em curso também no caso da compra da Medial pela Amil. Parecer da Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico) pediu que o conselho determine a venda de ativos da Medial em São Paulo para dar o aval ao negócio. Não há prazo para que o acordo seja firmado.
Por conta do aumento de operações nesse mercado, o Cade pediu ajuda à Agência Nacional de Saúde (ANS), que está estudando o mercado para levantar o tamanho do problema.
Segundo o diretor da agência Bruno Sobral, a compra de hospitais e laboratórios por operadoras de plano de saúde pode trazer benefícios ao reduzir custos e integralizar as operações, mas é preciso saber até onde vão esses efeitos.
Fonte: Folha de S. Paulo
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