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A população do município de Americana, do Estado de São Paulo, e de regiões vizinhas, passou a contar com uma alternativa assistencial de saúde. Por meio do serviço de cartão pré-pago, a empresa Americana Cartão Saúde acaba de lançar-se no mercado com intuito de atender às pessoas que não possuem planos de saúde.
“Não é preciso comprometer-se com um gasto mensal. Basta pagar a anuidade de R$ 30 do cartão e colocar crédito – de forma online ou via farmácias – quando houver a necessidade de uma consulta ou exame”, explica um dos idealizadores da Americana Cartão Saúde, Diego Wenzel.
Alguns dos diferenciais desse modelo, ainda timidamente explorado no Brasil, devem-se ao fato de que são extensíveis aos familiares, não possui limitações de uso, independem das regulações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), costumam ter preço atrativo ao paciente, além de remunerar melhor os médicos.
O valor estipulado por consulta pela Americana Cartão Saúde é de R$ 80, sendo 10% repassados às farmácias conveniadas, R$ 56 ao médico e o restante para a empresa. Segundo Wenzel, a aceitação pela classe médica tem sido ótima, tendo em vista que a remuneração média da região varia entre R$ 30 a R$ 35.
A APPI, especializada em meios de pagamento, é outro exemplo de companhia que explora as vantagens do modelo. Esta, porém, atua no mercado desde 1993. Os serviços da empresa estão presentes nas cidades de Itaperuna (RJ), Cachoeiro do Itapemirim (ES), Poços de Calda e Varginha (MG) e em Salvador (BA). Já são mais de 35 mil clientes e cerca de 400 médicos credenciados.
De acordo com o diretor da divisão Saúde da companhia, Alberto Techara, o produto é um diferencial alinhado a expectativa da classe C e D.
Apesar de ser, em média, 50% mais barato do que atendimentos particulares, o serviço não contempla internações e cirurgias devido aos entraves legais. No entanto, segundo Wenzel, existem no mercado pacotes específicos – ofertados pelas operadoras – para tais procedimentos.
O potencial de abrangência da nova empresa de Americana é de 120 mil pessoas. A meta é de comercializar cerca de mil cartões por mês, ou seja, 36 mil nos próximos três anos.
Negócio para os grandes
Por ser um facilitador para o acesso à assistência de saúde de forma ágil, o cartão pré-pago é largamente utilizado no exterior como, por exemplo, nos Estados Unidos e África do Sul. Na opinião de Wenzel, os eventos esportivos são grande oportunidade para a utilização do modelo.
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