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A Intel Capital, divisão de investimentos estratégicos da Intel, anuncia a sua entrada no mercado de tecnologia para a saúde na América Latina com um investimento na empresa catarinense Pixeon, especializada em PACS (sigla em inglês para Sistema de Gestão de Imagens Médicas). Com o aporte – não revelado – da Intel Capital, a Pixeon trabalhará na ampliação do departamento comercial, que passa a contar com o dobro de profissionais; na expansão dos negócios para a América Latina; e na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, como uma nova geração do PACS Aurora, seu principal produto, e tecnologias para visualização 3D.
A Intel Capital passa a ser acionista minoritária da Pixeon. Claudia Goulart, ex-CEO da GE Heathcare na América Latina, passa a fazer parte do conselho administrativo, na posição de conselheira independente. As demais cadeiras do conselho serão ocupados pelos representantes dos sócios majoritários da empresa, Fernando Peixoto e Iomani Engelmann, e por um representante da Intel Capital.
“Nós pensávamos em buscar investidores em 2012, mas há cerca de seis meses fomos procurados pela Intel Capital. O processo de análise e negociação durou cerca de seis meses, capitaneado pelo sócio e diretor de negócios, Iomani Engelmann”, conta Fernando Peixoto em comunicado.
“A tecnologia da Pixeon representa uma oportunidade para os mais de 7.500 hospitais e sete mil clínicas diagnósticas do Brasil adotarem soluções inovadoras para este segmento” disse o diretor executivo da Intel Capital para a América Latina, David Thomas.
Segundo o executivo, o negócio contribuirá para que o segmento de saúde invista mais em infraestrutura de TI, garantindo melhor qualidade de atendimento e diagnóstico.
Embora já represente um mercado bilionário no exterior – o faturamento global do segmento de PACS ultrapassou US$ 3.5 bilhões em 2010 – o mercado brasileiro ainda encontra-se em fase inicial de penetração, com um número ainda relativamente pequeno de clínicas e hospitais que faz uso de tecnologias digitais de última geração para gestão e interpretação de imagens médicas. Em contraste ao mercado brasileiro, a adoção deste tipo de tecnologia se aproxima a 90% nos EUA e Europa.
A tecnologia da Piexon, presente em todas as regiões do País, permite diminuir em até 80% a necessidade de impressão de exames em filmes especiais e agiliza o fluxo de trabalho e encaminhamento das imagens médicas em uma instituição.
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