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Maria Carolina Buriti Maria Carolina Buriti
Joint Venture | 27 de dezembro de 2011

GE Healthcare e Microsoft trazem sistema “guarda-chuva” para integrar soluções

No Brasil, nova companhia procura parceiro para desenvolver sistema aberto
crédito: Divulgação  Segundo o presidente da joint venture, Michael J. Simpson, o programa une informações de todos os sistemas existentes em hospitais ou unidades de saúde

Segundo o presidente da joint venture, Michael J. Simpson, o programa une informações de todos os sistemas existentes em hospitais ou unidades de saúde

Recém-anunciada no mercado, a joint venture formada pela Microsoft e Ge Healthcare vai oferecer soluções para a área de saúde com foco no paciente. A empresa fornecerá sistemas abertos para serem desenvolvidos por parceiros – e soluções convergentes, que possam unir àquelas já existentes no mercado como uma espécie grande “guarda-chuva” de softwares.

Ainda sem nome e com o anúncio da marca e dos novos produtos prometidos para o Healthcare Information and Management Systems Society (HIMMS), que acontece entre os dias 20 a 24 de fevereiro de 2012, em Las Vegas(EUA), a joint venture soma o conhecimento da Microsoft com os sistemas: amalga- plataforma que integra grande número de dados e permite a análise das informações; vergence e expresso, e da GE Healthcare com o Qualabria- aplicativo para integrar informações clínicas  e o e-health, plataforma de intercâmbio de informações de saúde.

Baseado no conhecimento e nestas soluções já existentes, a joint venture atuará em três linhas principais: resultado do paciente, com informações clínicas do doente unificadas e monitoradas em tempo real ajudando a tomada de decisão; resultado do sistema, informações do trânsito do paciente dentro do ambiente hospitalar e em outras unidades de saúde auxiliando na gestão da informação do paciente e em seus custos; e resultado na população, dados singulares de cada doente que quando gerenciados podem ajudar na prevenção, especificação do grupo de doentes e no combate de doenças crônicas da população.Também será usado o sistema de “readmissão hospitalar”, que avalia a necessidade ou não do doente retornar ao hospital

“Historicamente os sistemas estão focados em sua própria “casa” e não no próprio paciente. Esse programa é como um guarda-chuva, ele une informações de todos os sistemas existentes em hospitais ou unidades de saúde, mas as empresas podem continuar usando seus antigos sistemas”, explica o presidente da joint venture, Michael J. Simpson.

 

Mercado

Os sistemas da Microsoft e GE Heathcare como amalga e e-health já estão implantados em outros lugares do mundo. Nos Estados Unidos, Canadá, França, Reino Unido  China utilizam as soluções da GE Heathcare. Já a Suíça e a Alemanha usam soluções da Microsoft. No País de Gales, no Reino Unido, por exemplo, o e-health da GE Healthcare já faz toda a comunicação de informações de saúde dos pacientes. Em Paris é utilizado um sistema que permite a troca e o tráfego de imagens (sistema de RIS/PACS) entre diferentes hospitais da capital francesa, evitando assim a duplicação de exames e diminuindo o custo.

Apesar de ter operações nesses países, a empresa começará a atuar como marca unificada apenas em abril. No Brasil, o ano de 2012, será de prospecção de novos desenvolvedores para os sistemas. “Está plataforma é aberta e para o Brasil e estamos buscando desenvolvedores para fazer seus próprios programas. Ele é completamente aberto para fazer novos programas”, afirmou Simpson.

Se nos Estados Unidos a penetração foi via saúde privada e na Europa, as empresas conquistaram clientes na área pública até pelas características locais dos sistemas de saúde, no Brasil a nova companhia mira os grandes grupos de hospitais, governo e até as Unimeds, o foco é conquistar clientes que já tenham seus sistemas de tecnologia desenvolvidos.

Simpson garante que a companhia não entra no Brasil para ser um novo competidor com as empresas já atuantes no mercado, pois a joint venture atuará na integração e na convergência dos sistemas já existentes. Ou seja, caso o hospital tenha uma solução da MV, Philips ou Agfa, isso não será empecilho para a compra de um sistema GE/Microsoft, pois ele funcionará como uma espécie de “guarda-chuva” integrando as soluções.

“Essa é uma das razões para ser uma joint venture, queremos ser parceiro de todos, nosso objetivo é unificar as informações e aplicar em conhecimento nas informações que temos hoje”

Ideia

Segundo Simpsom, a ideia de unir Ge Healthcare e Microsoft ocorreu há seis meses e partiu de um cliente de ambas as empresas, a  Clínica Mayo,  nos Estados Unidos.

“A Clínica Mayo é um bom cliente tanto para Microsoft quanto para a GE. Ela já trabalhava com o sistema  da GE, o Qualibria, e  ao mesmo tempo operava com o  Microsoft para conectar o sistema quando um diretor de lá falou: Michael, por que vocês não trabalham juntos? Seria um sistema revolucionário. Foi uma ideia do cliente”, conta.

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