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Os 1,2 mil funcionários do Hospital de Base (HB) e Maternidade Santa Isabel, de Bauru, entraram em greve nesta segunda-feira (26), por tempo indeterminado, para reivindicar o pagamento do 13.º salário e melhores condições de trabalho.
Os dois hospitais, referência para 60 municípios da região, estão sob intervenção estadual desde que, há dois anos, foram encontrados desvios de verbas públicas pela Associação Hospitalar de Bauru, mantenedora das unidades de saúde. A greve ocorre uma semana após os 200 médicos do HB e da maternidade darem prazo de 30 dias para o Estado transferir para outra instituição a gestão dos dois hospitais.
Segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Bauru, José Marques, apenas a escala de plantão de urgência e emergência está funcionando nos hospitais. Ele diz que pagamento do 13.º deveria ter sido feito até a sexta-feira passada. “A Diretoria Regional de Saúde e a Associação Hospitalar alegam que o Estado não repassou os recursos de R$ 1,5 milhão necessários para o pagamento”, conta.
Além da falta de pagamento, segundo Marques, funcionários e médicos convivem com a precariedade no atendimento. “Pacientes são obrigados a serem transferidos para outros hospitais, porque faltam remédios, materiais e equipamentos.” Como exemplo, ele citou exames de endoscopia que foram suspensos. “Assim acontece com outros exames e atendimentos.”
Segundo ele, a solução estaria na transferência de gestão dos dois hospitais para outras instituições, como a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), de Botucatu, responsável pelo hospital da Faculdade de Medicina da Unesp de Botucatu, que manifestou interesse pela maternidade.
Fonte: com informações do jornal O Estado de S. Paulo
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