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Cresce cada vez mais o número de empresas brasileiras que optam por contratação de executivos a tempo determinado. A explicação para isso é a escassez de talentos nos níveis mais altos de gestão. Os novos contratos, no geral, estão relacionados à estruturação de uma subsidiária de uma multinacional no país, à construção de uma planta industrial ou ao início de um projeto de profissionalização. Esse tipo de negócio custa menos às empresas e a economia se traduz em honorários agressivos, que podem chegar a até R$ 100 mil mensais, como afirma Adriana Prates, sócia da consultoria Dasein. As informações são do Valor Econômico.
Segundo Adriana, os executivos são contratados como diretores estatutários, que não têm os mesmos encargos da CLT e por essa razão acabam custando menos para a empresa. Ela ressalta que o caráter transitório de muitos dos contratos ainda é motivo de preocupação para alguns executivos, mas o mercado brasileiro deve se acostumar ao modelo. Para a executiva, o sistema é muito popular nos Estados Unidos e na Europa, onde o temporário de alto escalão é chamado de “interim manager” (algo como gestor interino, na tradução para o português). E completa ao dizer que nessa estrutura, as pessoas têm horários menos rígidos para trabalhar, o que atende às demandas de qualidade de vida bastante valorizadas pelos executivos mais experientes.
Apesar da preocupação, nos últimos dois anos cresceu o número de consultas de profissionais interessados em entender o novo modelo, como explica a advogada trabalhista Adriana Calvo. Segundo ela, o diretor estatutário é um prestador de serviços com um tipo de contrato diferente da CLT. Além disso, ele é eleito por um conselho ou por uma assembleia geral.
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