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por Saúde Web
Intercâmbio | 24 de janeiro de 2012

Medicina/Unesp amplia relacionamento com universidades estrangeiras

Atualmente a instituição possui oito acordos de cooperação e de convênios com universidades em Portugal, Espanha, Estads Unidos, Alemanha, França e Japão

No intuito de se consolidar como uma instituição voltada ao ensino e pesquisa, a Faculdade de Medicina de Botucatu/Unesp (FMB) tem se comprometido em estreitar laços de cooperação com a comunidade científica internacional. Um desses cenários é observado na realização de eventos para discussões de temas e na formalização de acordos e intercâmbios para o aprofundamento dessas relações.

Aualmente, a FMB possui oito acordos de cooperação e de convênios (estágios) com as universidades de Cabo Verde e do Porto (Portugal), Salamanca (Espanha); Texas e Johns Hopkins (Estados Unidos), Dusseldorf e Regensburg (Alemanha), Paris 7 (França) e Keio University (Japão). Também estão inclusas as Universidades de Amsterdã (Holanda), Tromso (Noruega) e Weill Cornell Medical College (Estados Unidos). Essa relação diversificada tem proporcionado a realização de estágios, encontros e visitas temáticas de professores da FMB a essas instituições, bem como a recepção de representantes estrangeiros em Botucatu.

Somente no ano passado, 20 alunos (sendo 19 de Medicina e 1 de Enfermagem) vieram de diferentes países para estágios ou intercâmbio. Já 25 alunos vinculados à FMB- 4 em Enfermagem e 21 em Medicina- puderam realizar visitas e aprimoramento acadêmicos nas universidades conveniadas.

Essa ampliação de cenários de aprendizado no exterior pode ser exemplificada pelo estágio curricular em Unidades de Terapia Intensiva do qual alunos do 5º ano do curso de Medicina da FMB participam na Universidade de Regensburg, na Alemanha. Em 2011, 14 alunos realizaram o estágio de trinta dias com auxílio da Assessoria de Relações Exteriores da Unesp, no valor de 500 euros.

Segundo a presidente da Comissão de Convênios e Relações Internacionais da instituição, Silke Webber, a internacionalização é um dos objetivos mirados pela Universidade em todos os níveis: graduação, pós-graduação, pesquisa, formação e qualificação de recursos humanos.

Segundo ela, essa aproximação da FMB com instituições de outros continentes tem sido salutar na formação acadêmica em Medicina e Enfermagem, por cada região apresentar diferenças em estudos, estruturas de pesquisas e principalmente na assistência pública em saúde. De acordo com Silke, o ensino de medicina é muito regionalizado; cada país dá ênfase à sua epidemiologia, com diferenças de carga horária e conteúdo, dificultando a equivalência das disciplinas.

Para ela, algumas barreiras burocráticas já têm sido superadas, o que deve favorecer a ampliação de acordos de pesquisa e intercâmbios estudantis nos próximos anos. E diz que a Europa tem trabalhado em prol da mobilidade estudantil, facilitando a aprovação dos créditos realizados em outra instituição (Erasmus Mundus). No Brasil, há uma maior abertura agora, embora ainda com dificuldades.

No entanto, todo o processo de auxílio a acordos e recepção de pesquisadores e alunos estrangeiros, bem como dos acadêmicos vinculados à FMB, tem como facilitador o Escritório de Relações Internacionais (ERI) da instituição. Estabelecido em 2009, o órgão presta assessoria para que sejam firmados intercâmbios, estágios e convênios.

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