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Presidente da Amil, Edson Bueno, ao ser homenageado com o troféu “O Equilibrista”, como Executivo do Ano de 2011 pelo IBEF
A Amil não estará suficientemente competitiva para alcançar sua meta de disputar com outras empresas o público com renda de até três salários mínimos nos próximos três anos. A afirmação, dada ao jornal Valor Econômico, é do presidente da operadora de planos de saúde, Edson de Godoy Bueno. O principal entrave, segundo o executivo, são os custos da operadora, ainda altos e inadequados para atender a esse nicho do mercado. Dessa forma, a estratégia da Amil é de “redução total de custos”.
Mesmo com o plano de reduzir custos para os próximos anos, a empresa não espera entrar com planos tão baixos como os da Intermédica, que atua em São Paulo, por exemplo. As informações foram concedidas durante prêmio de executivo do ano de 2011 do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças – Rio de Janeiro (Ibef-Rio), realizado nesta última quarta-feira (25). Após reduzir os gastos, é que a empresa deverá elaborar produtos para esse público.
As despesas administrativas nos nove primeiros meses do ano passado da Amil somaram quase R$ 1,1 bilhão, um avanço de 17,7% quando comparado a igual período de 2010. Esse item do balanço registrou aumento por conta de dissídio coletivo de cerca de 5% e das despesas com aquisições, em especial à Lincx. Houve ainda um crescimento de 22,2% nas despesas de comercialização, que somaram R$ 332 milhões no período encerrado em setembro.
Ainda de acordo com a reportegm do Valor, ciente das dificuldades de entrar na classe popular, Bueno chegou a fazer há alguns anos propostas para aquisição da Intermédica, segundo fontes do setor. A operadora, fundada pelo médico Paulo Barbanti, é a terceira maior, com cerca de 4 milhões de beneficiários e faturamento na casa dos R$ 2 bilhões. A Amil é a líder com 5,7 milhões de clientes e receita líquida de R$ 6,5 bilhões nos nove primeiros meses de 2011.
Bueno afirmou que o objetivo da empresa em 2012 é crescer organicamente, sem descartar aquisições de outras empresas. A compra de outras companhias pela Amil pode ficar em segundo plano, nas palavras do diretor financeiro da empresa, Gilberto da Costa.
Os investimentos da Amil em 2012 deverão chegar a R$ 450 milhões. Os recursos serão utilizados no aumento de sua rede de atendimento, com reforma e ampliação de hospitais em São Paulo, Rio e Brasília, afirmou o diretor financeiro da Amil, Gilberto da Costa.
Em relação à captação de R$ 300 milhões, realizada por meio de títulos de dívida no fim do ano passado, Costa explicou que metade desse valor será utilizada em março para quitar debêntures pertencentes ao Bradesco. Após o pagamento, a empresa ficará com dívida de cerca de R$ 1,2 bilhão, que vencerá nos próximos cinco anos.
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