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Vigorando desde 1º de janeiro deste ano, os cerca de 70 procedimentos incluídos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) na lista obrigatória de serviços oferecidos pelos planos de saúde provocaram a insatisfação nos gestores das operadoras. Com isso, eles afirmam que, para compensar o impacto sofrido, o melhor seria um reajuste acima da inflação em 2012. As informações são do jornal Diário do Nordeste.
Segundo o presidente da Unimed Ceará, Darival Bringel, o ideal para as operadoras seria um pouco acima (da inflação), mas para o cliente isso teria uma repercussão negativa e nós temos que adequar (os preços) às duas realidades.
Sem revelar números, ele argumentou que sempre fica em desvantagem com a ANS e que, com a entrada dos novos procedimentos, o investimentos em tecnologia e inovação médica ficam comprometidos.
Apesar disso, na última semana, quando foi reeleito para mais quatro anos de mandato à frente da cooperativa de médicos, ele anunciou o investimento em um estudo para desenvolver um sistema de telemedicina, no qual os doutores poderão enviar exames e outros procedimentos no qual tenham dúvida ou necessitem de segunda opinião via internet, para que colegas opinem.
Outro plano divulgado por Bringel é a implantação do chamado prontuário digital, a partir da unidade de Juazeiro do Norte, na Unimed Cariri.
Contratado por uma empresa multinacional, este projeto ainda está sendo estudado e é previsto para ser iniciado até o fim deste semestre, assim como o da telemedicina.
Prejuízo reforçado
Já o presidente da Unimed Fortaleza, Mairton Lucena, reclama de um prejuízo orçado em cerca R$ 19 milhões, a partir de 300 clientes – dos 392 da carteira da cooperativa da Capital -, os quais fizeram uso dos procedimentos em 2011 e estima-se que também façam agora.
Para ele, o ideal seria que, além de considerar a inflação para os medicamentos, procedimentos e próteses, também colocassem no cálculo os novos procedimentos adicionados agora.
Cálculo
Afirmando não poder comparar o índice do reajuste ao da inflação, a ANS afirma em seu site que o índice de reajuste divulgado pela ANS não é um índice de preços. Ele é composto pela variação na frequência de utilização de serviços, da incorporação de novas tecnologias e pela variação dos custos de saúde em geral, caracterizando-se como um índice de valor.
No ano passado, o aumento aprovado pela ANS foi de 7,69% – o maior desde 2006 (8,89%.)
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2012, de acordo com o boletim Focus do último dia 20 de janeiro, publicado pelo Banco Central (BC), é estimado em 5,30% – queda ante a semana passada (5,32%).
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