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Atualmente há uma profusão de informações em saúde que chegam às pessoas através de inúmeros canais – televisão, jornais, revistas e o indefectível “Dr. Google”. No entanto, com freqüência, há informações sem embasamento científico, que trazem confusão ou que não propiciam a adoção de estilos de vida saudáveis ou não oferecem pistas seguras para que as pessoas melhorem seu nível de saúde. Neste contexto, muitos autores têm proposto o uso de mídias sociais como canal de comunicação em saúde.
No entanto, para o seu uso devemos considerar o público-alvo, particularmente no que se refere a nível de escolaridade, idade, gênero e facilidade de acesso e conexão com a internet. Segundo dados do segundo semestre de 2011 apresentados pelo IBOPE NIELSEN mostram que 77,8 milhões de brasileiros acessam a internet. Ou seja, a maior parte da população não faz uso habitual desta mídia.
O Center of Disease Control (CDC) dos Estados Unidos propôs 12 sugestões para os gestores que desejam utilizar as mídias sociais em seus programas:
Os profissionais de saúde corporativa precisam, gradualmente, ter mais contato e aprender a usar as mídias sociais e saber como gerenciá-las. Naturalmente será um processo gradual e não se devem ter expectativas exageradas. De acordo com uma pesquisa da consultoria Forrester Research sobre o uso de mídias sociais divulgada na edição de 23 de janeiro de 2012 na Folha de São Paulo, só um terço dos americanos e europeus atualiza seus perfis em redes sociais, Twitter inclusive, toda semana. A maioria das pessoas são “espectadores”. Neste contexto, seria importante priorizar conteúdos que as pessoas possam simplesmente ver ou ler e não esperar muita interação. Aliás, este é o comportamento que frequentemente observamos também em redes como o Linkedin onde as pessoas fazem conexões, mas raramente interagem ou realizam posts com informações ou comentários.
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