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Financiados pela Fundação Bill & Melinda Gates, as 13 maiores empresas farmacêuticas do mundo se uniram para doar, produzir e vender bilhões de doses de remédios e estabelecer, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o prazo de até 2020 para erradicar ou pelo menos controlar dez doenças tropicais, entre elas a hanseníase e a doença de Chagas. As informações são do Estado de S. Paulo.
O objetivo é distribuir 14 bilhões de doses de remédios nos países pobres, onde essas doenças tropicais afetam cerca de 1 bilhão de pessoas. Parte dessa quantidade de remédios será doada pelas farmacêuticas. Outra parte terá de ser desenvolvida – e aí entram os demais parceiros, como a Fundação Gates, o Banco Mundial e os governos da Grã-Bretanha, Estados Unidos e dos Emirados Árabes Unidos.
Ainda de acordo com a reportagem, eles se comprometeram a liberar um financiamento para o apoio à pesquisa, fortalecimento das redes de distribuição e tratamento dessas doenças no valor de US$ 785 milhões, dos quais metade virá do bolso do bilionário americano Bill Gates, por meio de sua fundação.
O projeto visa a superar décadas de abandono de populações inteiras afetadas por essas doenças, todas vivendo nas regiões mais pobres do mundo. Para as multinacionais, sempre foi mais rentável desenvolver remédios para queda de cabelo ou colesterol que para essas doenças – que, diante da miséria das populações, não representam um mercado atraente.
Em uma tentativa de reverter essa imagem e tendo em mente os mercados dos países emergentes em expansão, empresas como a GlaxoSmithKline, Novartis ou Pfizer desenvolverão novas tecnologias, mas já sabendo que terão um comprador e, principalmente, lucros.
Projeto
É o caso da doença de Chagas – que leva o nome do médico brasileiro Carlos Chagas, que descobriu a doença há 103 anos -, uma das doenças tropicais que exigirão investimento em pesquisa. A Bayer se encarregará do projeto que, só na América do Sul, poderá beneficiar 10 milhões de pessoas. Hoje, 10 mil pessoas por ano morrem na região por causa da moléstia.
Segundo os especialistas, metade das cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo afetadas a cada ano por uma das dez doenças é composta de crianças.
Na avaliação da OMS, essas doenças geram perdas bilionárias a cada ano em termos de produtividade.
Fonte: O Estado de S. Paulo – Jamil Chade
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