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A Cardinal Health, produtora de medicamentos radiofármacos dos EUA, anunciou a parceria com a rede de laboratórios DASA, no Rio de Janeiro, e o hospital paulista A.C.Camargo. As assinaturas destes dois primeiros contratos de fornecimento marcam a entrada da empresa no mercado brasileiro junto com um investimento de aproximadamente R$ 38 milhões em duas fábricas na Região Sudeste do Brasil.
Responsável por cerca de um terço da produção de radiofármacos no EUA, o equivalente a 500 mil doses, e 36 instalações de fabricação, o Brasil se tornou o quarto país a contar com a presença da multinacional, além de Canadá e China.
Segundo a CEO da Cardinal Health Brazil, Valdirene Licht, a empresa estudou o mercado brasileiro por dois anos – 2010 e 2011 – antes de definir sua participação. Em novembro do ano passado as parcerias e a instalação de dois cíclotrons, equipamento utilizado para a produção dos biomarcadores foram anunciadas. “Além das duas unidades que devem entrar em funcionamento no segundo semestre de 2013, já temos expectativas de expandir o parque fabril para mais unidades”.
Inicialmente a capacidade de produção das duas fábricas será de até 40 mil doses ao ano. No entanto, como a vida útil do produto é extremamente curta, a produção será referenciada de acordo com a demanda do mercado para não haver perda, o que pode elevar ou reduzir o número de radiofármacos produzidos.
Inicialmente a multinacional americana, que possui um faturamento de aproximadamente US$ 103 bilhões, trará ao mercado brasileiro o FDG, no entanto, segundo Valdirene a meta é trazer ao país outras dez moléculas que também são produzidas pela empresa.
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Mercado
Até 2006 a produção dessas substâncias era exclusiva do governo, que fornecia 100% dos insumos. Após a abertura do mercado, outras cinco empresas entraram no segmento, fazendo com que existissem 10 unidades produtoras de radiofármacos em todo o país.
Segundo Valdirene, o Brasil possui algumas peculiaridades na hora de dimensionar o tamanho e o potencial de negócios desse segmento. “Comparado ao mercado americano, por exemplo, enquanto o Brasil possui dez instalações produtoras, os EUA contam com 140 unidades e uma demanda anual de 1,5 milhão de doses. Ou seja, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para o desenvolvimento do setor”.
Segundo a executiva, para o mercado nacional alcançar essa dimensão é preciso passar por uma série de processos de desenvolvimento, entre eles o aumento no número equipamentos de PET-CT, que gira em torno de 60 aparelhos – enquanto nos EUA esse numero chega a 2,4 mil. “Outros dois fatores são o crescimento das solicitações do exame por parte dos médicos e o aumento no número de indústrias que produzam os radiofármacos, que, se não ocorrer, podem inibir a aquisição de equipamentos. São estes fatores que determinarão o futuro deste mercado no Brasil”.
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