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Você já leu alguma informação que lhe proporcionou calafrios na espinha? Um antigo anúncio da Apple me fez sentir isso. “Aqui é lugar para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Os pinos redondos nos buracos quadrados… Enquanto alguns veem como loucos, nós vemos como gênios… Porque as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo realmente fazem acontecer.”
A Apple pode ter tido o Piccassos, Einsteins e Gandhis em mente, mas há também aqueles raros executivos de TI loucos o suficiente para pensar que podem transformar o sistema de saúde, torná-lo mais centrado no paciente e com um melhor custo-benefício. Nós temos perfilado vários desses pensadores não convencionais e fazedores dos nossos 25 relatórios sobre CIO.
Lynn Vogel, CIO da Universidade do Texas vem à minha mente. Ao invés de assinar com um dos principais fornecedores de sistema EHR (Registro Eletrônico de Pacientes), como a Epic ou Cerner, ele optou por desenvolver um tipo de sistema de registro do paciente a partir do zero. A maioria dos fornecedores comerciais está focada em cada hospital ou nos cuidados médicos de rotina, segundo Vogel. E ainda, esses fornecedores não incorporam os últimos dados de pesquisa clínica em prontuários dos pacientes.
No tratamento de câncer a rotina simplesmente não funciona, diz Vogel. “Normalmente uma universidade é responsável por fazer pesquisas sobre o tratamento. Cinco, seis, sete ou oito mais tarde, o resultado iria aparecer em alguma prática clínica”, diz ele. “Queremos encurtar esse tempo. Quando as pessoas têm câncer elas não querem esperar quatro ou cinco anos. Elas querem aprender imediatamente sobre novas pesquisas para que possam se inscrever em ensaios clínicos. Isso é o que nos tem guiado”, afirma Vogel sobre o trabalho do Anderson Cancer Center na rápida incorporação de investigação em processos clínicos.
Em uma recente entrevista por telefone, ele disse que o plano do centro para os próximos anos é fazer o sequenciamento de genes em cada um dos pacientes do Anderson Câncer. Tais quantidades maciças de dados molecular individualizados requerem um enorme repositório de dados. E também requer um sistema que permite que os clínicos vejam os dados no ponto de atendimento.
Os críticos dizem que o tratamento de câncer em um grande centro universitário provavelmente é uma exceção à regra da medicina, na qual tal abordagem para o gerenciamento de dados é um exagero para a maioria dos outros profissionais de saúde. Mas, como cuidados de saúde se tornam mais personalizados e mais guiados pela genética, é provável que o modelo do Anderson Cancer Center vai fazer sentido em outras especialidades e, eventualmente, na atenção primária. Se for esse o caso, os fornecedores de EHR terão de repensar a arquitetura de seus produtos.
Outro “louco” líder de saúde presente na nossa lista de CIOs que me vem à mente é Neil Calman, MD, cofundador e CEO do Instituto de Saúde da Família em Nova York. O instituto não tem apenas usado uma prática de gestão totalmente integrada e um sistema EHR por quase uma década, ele também tem usado a tecnologia para fazer pesquisas.
“Em 2002, eu estava convencido de que estava maduro para a implementação de TI em saúde em nosso centro comunitário de saúde”, diz Calman, médico de família há 30 anos. Desde que o instituto lançou seu sistema EHR em 2002, o centro tem monitorado as métricas de qualidade de mais de 40 cuidados primários e problemas de saúde comportamental através da implantação de um software de suporte à decisão clínica para aumentar a segurança do paciente. As métricas de qualidade têm como base raça e etnia para identificar disparidades.
Fonte: Paul Cerrato | InformationWeek EUA; replicada pela InformationWeek Brasil
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