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Em tempos turbulentos, a chamada ‘arte da precificação das ações torna-se ainda mais complexa, sendo um fator crítico para o sucesso dos IPOs.Atualmente (dados referentes a 31/01/2012), apenas 4 das 11 empresas que abriram capital em 2011 estão com suas ações acima do preço de saída de seu IPO
De acordo com análise da Ernst & Young Terco para 2012, a expectativa é de que haja um retorno gradual do otimismo em relação às aberturas de capital. São esperadas cerca de 20 operações, com possibilidade de aumento na quantidade, caso a crise na Europa se estabilize. Empresas de saúde como a Qualicorp e a BR Pharma são exemplos de companhias que abriram capital em 2011.
De acordo com sócio-lider da área de IPO da Ernst & Young Terco, as empresas estão chegando ao processo de abertura de capital com um nível de qualidade maior, porque tiveram mais tempo para se preparar para a abertura de capital.
O ano anterior também começou com expectativa de 20 operações de IPOs. A crise europeia, porém, atrapalhou os mercados, e o ano se encerrou com um total de apenas 11 aberturas de capital – pouco mais de 50% do esperado. Dortas diz que para se ter uma ideia do impacto da crise na Europa, em 2007, ano em que o mercado de IPOs atingiu o seu auge no Brasil, foram mais de 60 operações
Essas 11 operações no Brasil levantaram um total de US$ 4,4 bilhões. A liderança global ficou com o mercado chinês. Foram 1.255 IPOs, com um valor total de quase US$ 170 bilhões.
Em relação aos BRIC’s, o Brasil ficou em terceiro lugar tanto em número de operações, 11, como em relação ao valor captado, cerca de 4,4 bilhões.
No ano passado, além do número de IPOs no Brasil ter ficado abaixo do esperado, o desempenho das empresas que abriram seu capital também não foi tão animador. Ao longo de 2011, 5 das 11 empresas que estrearam no mercado brasileiro o fizeram com um preço abaixo do piso. Apenas uma empresa saiu no teto do range de preço.
Dortas informa que os dados mostram que, em tempos turbulentos, a chamada ‘arte da precificação das ações torna-se ainda mais complexa, sendo um fator crítico para o sucesso dos IPOs.Atualmente (dados referentes a 31/01/2012), apenas 4 das 11 empresas que abriram capital em 2011 estão com suas ações acima do preço de saída de seu IPO.
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