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por Information Week Brasil
Carreiras | 21 de fevereiro de 2012

Um candidato a TI em saúde precisa de conhecimentos clínicos?

O debate sobre quais qualificações um candidato de TI precisa para trabalhar em um hospital ou na prática médica está aquecido

Se você acompanhou os noticiários nos últimos meses, com certeza deve estar ciente da escassez de profissionais de TI qualificados para ocupar cargos em hospitais e consultórios médicos. O bureau de estatísticas de trabalho dos Estados Unidos prevê que os trabalhos em informática em saúde saltem 18% até 2016 e que haja escassez de cerca de 50.000 trabalhadores de TI em saúde nos próximos cinco anos.

Poucas pessoas desafiam as estatísticas, mas o que está perturbando os candidatos ao emprego é que muitos gerentes de TI em saúde só querem pessoas com conhecimento em quadro clínico.

Essencialmente, o debate gira em torno desta questão: é mais fácil ensinar um generalista de TI os princípios clínicos necessários para trabalhar em um hospital ou prática, ou ensinar um clínico geral os princípios de TI?

Juliet Daniel, MD, diretora sênior de informática médica para Sistemas Comunitários de Saúde, que é responsável por mais de 130 hospitais em 29 estados, pensa que é a segunda opção. Durante uma entrevista por telefone, Daniel disse que é importante que alguém que trabalha em saúde “entenda o que é e como usar um EHR” do ponto de vista de um usuário final. “Saúde e fluxo de trabalho clínico são igualmente importantes. Se você for uma pessoa de TI e não compreendê-los ficará difícil para você ser influente.”

No nível gerencial, um conhecimento clínico certamente tem suas vantagens, especialmente se o profissional estiver em uma posição de ligação, como é o caso de Daniel. Ela passa parte de seu tempo traduzindo a recursos do departamento de TI e suas limitações para os médicos que querem ajustar as ferramentas de TI para que eles melhorem o atendimento ao paciente.
Mas Daniel acha que a preferência para o treinamento clínico deve se estender, por exemplo, para os funcionários de TI criarem uma base clínica. Construir conjuntos de pedido eletrônicos para um CPOE é melhor feito por alguém que compreende o fluxo de trabalho clínico, em sua opinião.

Tenho certeza que muitos generalistas experientes iriam questionar esse ponto de vista e, de fato, falei recentemente com o CIO do maior sistema de saúde que tem uma opinião contrária.

Durante uma conversa por telefone com Larry Stofko, enquanto CIO do Sistema de Saúde de St Joseph, no sul da Califórnia, e atual vice-presidente executivo para o Instituto de Inovação, explicou a parceria que existia entre ele e seu colega clínico Dr. Clyde Wesp. Stofko era responsável pelo gerenciamento dos sistemas de TI e Wesp pelas aplicações clínicas das tecnologias, muitos de seus gerentes mudaram o pensamento e passaram a fazer parte dos dois grupos.

Então, é mais fácil ensinar um generalista de TI os princípios clínicos necessários para trabalhar em um hospital ou prática, ou o contrário? St Joseph provou que você pode mover as pessoas em qualquer direção, independentemente da sua origem. A linha inferior: se um candidato tem um QI alto – e uma afinidade com saúde – quase não há limites para o que ele ou ela pode realizar.

  • Darleylages

    O volume e a complexidade de conhecimentos necessários para ser um TI realmente qualificado não deve ser subestimado. É mais fácil ensinar a um técnico de informática o que ele precisa saber de medicina, para atuar em uma instituição de saúde, do que o contrário, pois ele precisa saber apenas o suficiente para coordenar sua função com as necessidades médicas. Ele não vai clinicar. Se, por outro lado, um médico quiser atuar como TI, ficará supreso com tudo o que precisará assimilar. Quanto a pessoas com QI elevado, já é outro caso: elas apresentam desempenho acima da média em qualquer atividade.

  • Cleverton

    Esta discussão é muito complexa e complicada de se avaliar. E também sei que o enfoque da discussão é outro, mas quero aproveitar e também manifestar minha opinião em outro sentido. O que eu vejo é o seguinte: é muito mais difícil um profissional de TI com amplo conhecimento na área da saúde se colocar no mercado do que um profissional de TI sem conhecimento da área da saúde.. Pois o mercado quer apenas profissionais de TI, independente do conhecimento na área da saúde, pois assim moldam o profissional como eles querem. Aqui no sul pelo menos com a maioria é assim, o conhecimento na área da saúde por parte de um profissional de TI não é valorizado enquanto que aos meus olhos deveria ser e muito. Eu vejo isto acontecer direto mesmo. Eu tenho conhecimento de analistas de sistemas excelentes, com um conhecimento impar na área da saúde, e não conseguem se recolocar na área. Vejo muito mesmo.

  • Alaim

    Tudo é diferente em saúde… o xml que o mercado usa não serve, a imagem que o mercado usa não server e agora o profissional tem que ter viés clínico. Por que isso não acontece em outros ambientes, por exemplo o financeiro, que trabalham com pessoas vivas que podem reclamar? Com isso a saúde não deixa que seja usado por seus participantes tudo que a indústria tem a oferecer e fica atrasada em tecnologia na sua adminstração. Trabalhar em equipe é algo tão comum em todos os ambientes e parece que não chegou na saúde.

  • Luiz Cunha

    Não precisa de um ou de outro profissional. Basta as empresas de informática contratarem um profissional experiente de cada segmento na sáude, para prestar assessoria e consultori na implantação do sistema.
    Sem isso é bem provável que a implantação ocorra repleta de distorções, e não consiga a adesão dos funcionários.
    Luiz Cunha.

  • Cida

    Acredito que tudo gira em torno da interação entre todos os setores envolvidos, se houver uma interação adequada e uma boa tradução do que cada setor necessita, o profissional ficará mais confiante na aplicação das ferramentas e os resultados serão surpreendentes, devendo-se isso ao trabalho em equipe.

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