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A americana Becton, Dickinson and Company (BD) vai investir entre US$ 20 milhoes e US$ 25 milhões este ano no Brasil para expandir a produção de seringas. A companhia fará apostas na chamada seringas de segunda geração, que utiliza menos matéria-prima fóssil (polipropileno), considerada sustentável e que atende às exigências de qualidade impostas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). As informações são do jornal Valor Econômico.
Em entrevista, Vincent Forlenza, CEO global do grupo, disse que a subsidiária brasileira cresce de 10% a 15% por ano e está entre os cinco maiores mercados para o grupo. De acordo com Forlenza, o mercado brasilerio é atrativo para a empresa porque está crescendo e preza pela qualidade.
Uma parte do investimento também será destinado para uma nova câmera de esterilização de produtos (seringas e agulhas) e também catéteres intravenosos.
Com faturamento global da ordem de US$ 8 bilhões, a BD no Brasil encerrou o ano passado com receita de US$ 250 milhões. Historicamente, os negócios do grupo são voltados para dispositivos médicos de saúde, como agulhas, seringas, catéteres e coletores de sangue. No mundo, a empresa atua também em equipamentos de diagnósticos e biociências.
Forlenza conta que aproximadamente 22% da receita da companhia vem de países emergentes, que estão aumentando seus cuidados com saúde. E ressalta que o foco de investimento no Brasil são agulhas e seringas, devido à nova regulamentação das seringas e pela possibilidade de produzir seringas de segunda geração.
Ele diz que esse produto, que atenderá à nova legislação de segurança [a partir de 2013] e que é mais sustentável, usa menos material para ser fabricada. O material é mais seguro, faz com que seja possível a concorrência com outros produtores desta área, disse Forlenza.
Com duas fábricas no Brasil, a unidade de Curitiba (PR) produz seringa e será responsável pelas de segunda geração. A planta de Juiz de Fora (MG) é responsável pela seringas de vidro, utilizadas apenas por um nicho de mercado, além de catéteres e cânulas.
Considerado o quartel-general para a América Latina, a unidade brasileira também exporta materiais para outras unidades da BD fora do país.
Apesar de ter duas fábricas dedicadas a dispositivos médicos no Brasil, a BD quer avançar também na área de diagnósticos. A empresa participa ativamente do programa brasileiro de Aids, com o fornecimento de reagentes para monitor a defesa imunológica do paciente. A empresa tem em sistema de comodato 90 equipamentos na rede pública de saúde.
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