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por Saúde Web
Entrevista - Livro | 28 de março de 2013

Conquistas e desafios da saúde da mulher

Autora da obra “Desafios na Saúde da Mulher e temas emergentes”, Escolástica Ramalho, conversou com a FH sobre os principais pontos do livro
crédito: Divulgação Professora e autora do livro “Desafios na Saúde da Mulher e temas emergentes”, Escolástica Ramalho

Professora e autora do livro “Desafios na Saúde da Mulher e temas emergentes”, Escolástica Ramalho

Quais são as principais conquistas na área da saúde da mulher hoje? 
Escolástica Ramalho:
Hoje a mulher é mais consciente de seus direitos e a área da saúde da mulher está recheada de conquistas nos campos socioeconômico e cultural. Mas apesar de o acesso ao serviço de saúde crescer, a qualidade ainda é um desafio. O livro traz questões relativas à saúde da mulher – historicamente focada no seu papel reprodutivo -, como a assistência à gestação, ao parto e ao pós-parto. Com o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM), de 1984, outros aspectos importantes, como o controle do câncer de mama, do câncer de colo de útero, de doenças sexualmente transmissíveis e o planejamento familiar ganharam espaço. O livro também chama a atenção para outras questões atuais relacionadas às condições de vida e saúde das mulheres, como o aumento do estresse entre aquelas que acumulam jornada dupla e, às vezes, tripla,  a gravidez tardia entre outros aspectos da modernidade.

Quais são os principais desafios na promoção da saúde da mulher? 
Escolástica:
É preciso resolver a demanda levada ao serviço de saúde, porque hoje a mulher faz o exame de papanicolau, por exemplo, mas ainda morre de câncer do colo do útero. Afirmo que a atenção à saúde melhorou substancialmente nos últimos 20 anos, o PAISM foi um grande “divisor de águas” na promoção da melhoria das condições de vida e saúde das pacientes, mas o avanço se deu mais na oferta de serviços, porque a qualidade é ainda um desafio. Aqui vale destacar a atenção básica à saúde, a que mais oferece acesso à população, mas também precisa ser aprimorada.

Alguns pontos abordados na obra trazem inovações nas práticas sociais e políticas. O que é possível aprender com eles?
Escolástica:
Em todas as ações voltadas à saúde da mulher (em atenção primária, secundária e terciária), os profissionais devem informar às pacientes seus direitos. Mobilizada em sua comunidade, essa mulher passa a ser protagonista e agente ativa no processo de transformação dos bens de saúde em prol da comunidade. Porque o grande apelo da atenção básica é a cidadania. A grande lição é apostar na educação em saúde reflexiva e sem informações prontas. Não é possível trabalhar apenas a questão pontual trazida pela mulher, é preciso uma ação mais ampla de atenção à sua causa e prevenção. E é um engano o profissional pensar que a paciente em atenção secundária deixa de ser responsabilidade da básica, além de a paciente nunca perder esse vínculo, é a atenção primária que gera demanda.

Autor: Raimunda M. da Silva, Escolástica R. F. M. Ramalho, Ana Fátima C. Fernandes
Editora: Edições Universidade Federal do Ceará (UFC)
Número de páginas: 330
Preço:
R$ 30

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