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A quem pertence os dados do paciente?

18 de junho de 2013 12:17

A resposta a esta pergunta parece óbvia: ao paciente, é claro. Mas, na prática, não é o que acontece. A anamnese é mantida na ficha do paciente, seja esta analógica ou digital, e passa a fazer parte do banco de dados do consultório, clínica ou hospital, de tal forma que cada novo profissional de saúde consultado parte do zero ou, no máximo, do histórico relatado pelo próprio paciente e de exames realizados anteriormente. Este é, justamente, um dos desafios do e-Saude, conforme matéria de cobertura do IT Mídia debate realizado em abril, que discutiu o trâmite das informações entre o público e o privado, e vice e versa.

“Só o paciente organizado, reclamando da sua falta de direito de possuir seus dados médicos é que vai fazer diferença”, defendeu Rubens Belfot Júnior, presidente da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e professor da Escola Paulista de Medicina. E acrescentou que o paciente é o ator principal deste processo ao que André Luiz Almeida, diretor técnico do departamento de Saúde da secretaria estadual de saúde de São Paulo fez coro dizendo que o cidadão precisa entender que a posse da informação é dele, “só nos compete a guarda”.

A questão do histórico deve ser vista também sob um outro ângulo que é o de eventuais ocorrências em que o paciente esteja envolvido e que, por algum motivo, como no caso de um acidente, não tenha condições de passar informações importantes de seu histórico para a equipe médica que o atende naquele momento.

Alguns temas hoje muito em voga na área de TI também têm tudo a ver com esta discussão de mobilidade e big data.
A mobilidade é o que vai permitir, por exemplo, o acesso ao histórico do paciente de qualquer lugar e a qualquer hora, quando isso pode ser definitivo para a prestação de socorro. Quanto ao big data, o conceito envolve a coleta e armazenamento de dados e sua organização, de tal forma que este dado solto seja transformado em informação efetiva agregando eficiência ao processo e eficácia ao resultado.

Mesmo considerando que o paciente tem todo o direto de requerer e mesmo exigir o acesso a suas informações é importante que, consciente disso, os elos da cadeia de saúde, quer pública ou privada, atuem neste sentido em busca da melhor solução para o setor. Alguns exemplos do que pode ser feito já estão em prática e a questão agora está em unificar esta linguagem tendo como foco o elo chave que é o próprio paciente.

  • Roberto

    Concordo com o exposto, inclusive o Big Data, e a polemica a quem pertence o prontuário do Paciente, acabam causando por si só uma lentidão desnecessária..

    Como bem colocado, hoje a anamnese é mantida nas fichas do paciente espalhadas
    e de forma descentralizada e exclusivas, ao invés de ser de custodia do próprio
    paciente, pois quando disseminada de forma irresponsável, a mesma pode
    sofrer mal uso.

    O Big Data é visto como um complicador, principalmente pelo
    fato da exposição a que os profissionais envolvidos na anamnese se submetem
    através das informações nele contidas.

    A mais de 10 anos atrás tentamos implementar o armazenamento
    destas informações em chips de cartão de crédito, os quais ficam em posse do
    próprio paciente, e ouso falar que o projeto era fantástico, pois se expandia
    inclusive ao SAMU, Resgate, etc.etc., porem esbarramos exatamente no que estou
    comentando até agora.

    Ou seja a aplicabilidade da Big Data, requer urgentemente
    uma mudança de cultura através de workshops, Seminários,Palestras, Campanhas,Comunicação
    Constante sobre a minimização de exposição a riscos, como evitá-los, quais as
    formas de contorná-los, e por ai vai.

    Sem que haja esta conscientização, vamos acabar indo pro
    “fórceps” governamental, ou seja por decreto lei, e ai que sem dúvida
    o Big Data nasce morto, porque qualquer sistema de informação necessita dos dados
    com qualidade, pois quando temos uma “base de dados” podre, as ações
    ou medidas a serem tomadas com base nesta ferramenta de decisão poderão ser
    equivocadas.

    Roberto PInheiro

Sobre Stela Lachtermacher

Stela Lachtermacher - Diretora Editorial IT Mídia

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