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Com o resultado da última pesquisa do IBGE, onde se registra 6% de desemprego no País, temos de convir que chegamos ao pleno-emprego no Brasil e que isso muda toda uma perspectiva de mercado. Com o crescimento da economia, a mão de obra barata se rareou e infelizmente não se qualificou. Um profissional medíocre não encontra mais dificuldade em se empregar e nem se sente estimulado a se especializar. Doença de país rico que começamos a apresentar primeiros sintomas…
No setor de saúde, preocupa muitíssimo a precariedade técnica de novos médicos, enfermeiros e técnicos, que vem de longe e não é novidade, e agora sua alarmante escassez.
Antes havia escassez com alta qualidade, depois oferta de média qualidade, agora começou a escassez com baixa qualidade.
Entreouço hospitais paulistanos deixando alas ociosas por falta de técnicos em enfermagem, médicos desistindo de residências por plantões muito bem remunerados e, pior, técnicos e enfermeiros abandonando sua profissão para trabalhar em outras indústrias em posições administrativas, em atividades de menor jornada, menor responsabilidade, sem plantões, com férias garantidas e melhor salário. Como dizer não?
Na mesma semana, sai nos jornais pesquisa mostrando como o ensino básico está comprometido, com alunos que não sabem mais fazer conta nem ler no terceiro ano fundamental. Como teremos mais técnicos no futuro na saúde? Como treinaremos mais pessoas para cuidar dessa população que envelhece, se temos uma geração que mal sabe ler?
Nos mesmos jornais, li sobre nossos intrépidos e valorosos empresários da saúde que estão levantando hospitais e redes de laboratórios para dar vazão à demanda que satura o setor. Em SP e RJ teremos mais de 2 mil leitos programados para estarem prontos até 2013, com investimentos que giram a casa de Bilhão.
Antes o limitador de novos leitos era financiamento, depois veio dinheiro e escasseou terreno, agora começou a ter financiamento, terreno e escasseia pessoal!
Diferente de outros blogs, caros leitores, termino este preocupado e sem sequer ousar deixar uma tentativa de resposta para qualquer das questões que fiz. Não sei.
Alguém se habilita?
Abraços,
Glauco
Glauco Michelotti - Diretor Executivo Tempo/Med-Lar – Líder nacional em homecare. Matemático com ênfase em Informática pela Uerj, e MBA em Finanças pelo Ibmec/RJ.
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