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O Brasil será um dos cinco países responsáveis pela redefinição da estrutura econômica global no futuro próximo, de acordo com o relatório Global Development Horizons 2011 – Multipolarity: The New Global Economy recém-divulgado pelo Banco Mundial. Em outras palavras nossa economia é parte determinante da movimentação do cenário mundial e o rótulo de “emergente” já não é suficiente para traduzir nossa importância em nível global.
Nesta nova perspectiva, somos mundialmente reconhecidos como uma economia global, sólida, estável que hoje realmente se abre para a construção de um grande futuro. Mais do que isso, os indicadores apontam que nossos níveis de consumo interno já são comparáveis aos da China, mesmo diante das diferenças geográficas de ambos os países. São perspectivas como estas, aliadas ao cenário turbulento das economias maduras, que tornam o mercado local bastante atrativo para receber novos investimentos.
Até aqui nada de novo no front, certo? Errado. Há uma mudança sutil de posição entre “aparecer” e “crescer”. E é essa mudança de sinal que impulsiona investimentos na indústria da saúde que chegam a R$67 bilhões por ano. Mais do que isso, o mercado brasileiro de saúde já responde pela sexta posição no ranking mundial e continua a crescer a passos largos. Por muitos anos ouvimos dizer que o “Brasil é o país do futuro”. Os dados indicam que o futuro realmente chegou para ficar e os investidores já entenderam isso.
Prova disso é que atualmente o setor de saúde no Brasil é um mercado efervescente e que atrai investidores de todo mundo e em toda sua cadeia. Por isso, é preciso estar pronto para aproveitar as oportunidades que se abrem tanto em nível mundial como local. Algumas vezes, estas oportunidades chegam na carona de um processo de fusão ou aquisição – cada vez mais comum nesta indústria. Outras vezes, por meio de um novo desafio provocado pela ascensão de uma classe social – no caso do Brasil, da classe C.
De qualquer maneira, o desafio é paradoxal e de dimensões impressionantes. Só nos últimos seis anos, a receita dos 40 maiores hospitais privados cresceu 50%, atingindo a marca de 6,5 bilhões de reais. Fica clara a necessidade de líderes prontos e conectados ao movimento acelerado de transformação e crescimento sustentável do mercado global. Entretanto, é preciso também que estejam atentos às necessidades locais e suas dinâmicas cada vez mais complexas.
Este pode ser o elemento diferenciador de uma organização de classe mundial entre seus clientes e parceiros de sua cadeia de valor. Isso porque é preciso uma dose de coragem para fazer diferente – especialmente quando se está no comando de uma empresa global – em nome das especificidades locais. Porém, a mensagem é clara: não é possível aplicar receitas prontas ou usar as mesmas receitas que deram certo em outros mercados. É fundamental que os líderes busquem crescimento alinhado à evolução do cenário brasileiro.
Temos a nosso favor – e entre os maiores desafios – o impacto da evolução da biotecnologia, a necessidade de alteração no perfil de atuação – de indústria focada na cura, para indústria focada na prevenção – e ainda o envelhecimento da população que gera demanda crescente por novos serviços. Ou seja, este é um mercado que se transforma velozmente.
A tarefa que cabe às empresas é definir claramente suas estratégias e metas para conduzir um negócio em meio a um cenário que ainda é contraditório, e em constante evolução. Feito isso, também é preciso definir quem serão os gestores aptos a levar a companhia para um novo patamar de excelência, à conquista de objetivos ainda mais estratégicos e resultados excepcionais.
Entre as chaves para esta conquista está olhar para o próprio time e identificar quem são seus “high potentials” e, mais que isso, traçar um plano consistente para mantê-los e desenvolvê-los. Capacitá-los a exercitar a liderança neste complexo ambiente e torná-los efetivos para enfrentar os novos desafios da indústria são pilares chaves para entender até onde a organização é capaz de chegar e, principalmente, evoluir.
Em nosso favor, está a questão de que os profissionais de alto potencial apresentam, além de performance extraordinária e consistente, são ágeis o suficiente para aprender e a navegar em ambientes novos e desconhecidos. Além disso, são talentos que desejam ficar ou querem vir para o Brasil. Estes são dois poderosos indicadores de que o país é realmente “a bola da vez”. Resta saber como as lideranças vão se comportar diante desta nova realidade, afinal emergentes são os outros.
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