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ÉTICA NA ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE

23 de novembro de 2010 00:32

“Ética é o limite que faz com que uma pessoa diga não a si mesma.”Roberto DaMatta    Ética pode ser definida como um conjunto de valores morais e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A ética é fundamental para que haja o equilíbrio e bom funcionamento social, possibilitando a universalização dos benefícios e buscando a eliminação ou a minimização dos malefícios. Neste sentido, a ética, embora não possa ser confundida com as leis, está relacionada com o sentimento de justiça social. A elaboração dos conceitos éticos pelos grupos sociais ocorre no decorrer do tempo, de acordo com os princípios morais e valores históricos e culturais de cada grupo.  A ética pode ser analisada e aplicada em múltiplas perspectivas: filosófica, moral, política, social, cultural, econômica, ambiental, empresarial, jurídica, psicológica, médica, jornalística, investigativa, entre outras. A perspectiva médica tem duas vertentes principais:- a ética profissional- a bioética A ética profissional médica é da mesma natureza da jurídica, ou seja, é um conjunto de regras de conduta que regulam a atividade médica, visando a boa prática médica, bem como a preservação da imagem do próprio profissional e de sua categoria. Na prática, a ética médica profissional também é normatizada nos Códigos de Ética e é aplicada no Brasil pelos Comitês de Ética dos hospitais e pelos Conselhos Regionais e Federal de Medicina. A Ética médica é, portanto, formulada a partir da prática profissional da Medicina.A bioética é um tipo de ética aplicada ou “ética prática”, que trata dos conflitos e controvérsias morais implicados pelas práticas no âmbito das Ciências da Vida e da Saúde, do ponto de vista do sistema de valores éticos.De acordo com Schramm as principais funções bioética são: – descritiva: consistente em descrever e analisar os conflitos em pauta– normativa, com relação a tais conflitos, no duplo sentido de proscrever os comportamentos que podem ser considerados reprováveis e de prescrever aqueles considerados corretos– protetora, no sentido, bastante intuitivo, de amparar, na medida do possível, todos os envolvidos em alguma disputa de interesses e valores, priorizando, quando isso for necessário, os mais “fracos”A bioética considera questões onde não existe consenso moral como a fertilização in vitro, o aborto, a clonagem, a eutanásia, os transgênicos e as pesquisas com células tronco, bem como a responsabilidade moral de cientistas em suas pesquisas e suas aplicações.A ética na administração empresarialNo atual cenário mundial de globalização e hipercompetitividade, com tendência a crises episódicas, há uma clara tendência das empresas a se voltarem para os objetivos financeiros de curto e médio prazo, relegando a um segundo plano ou simplesmente desconsiderando os objetivos de longo prazo ou permanentes, como a postura e a responsabilidade ética.Esse cenário é tão evidente que faz alguns autores questionarem se seria possível falar em administração ou empresa totalmente ética na atualidade. Porém, em oposição a este cenário, há uma tendência crescente por parte da sociedade no sentido de se valorizar os aspectos éticos. Esta tendência faz com que algumas empresas adotem a responsabilidade sócio-ambiental e ética como diferencial competitivo. Estas empresas se deparam no dia a dia com o conflito anteriormente descrito entre objetivos financeiros de curto e médio prazo e os objetivos de longo prazo, como a responsabilidade sócio-ambiental e ética. Pode se argumentar que a política de responsabilidade social e ética é uma estratégia de negócio para melhorar a imagem da empresa, cujo objetivo final seria puramente financeiro, tal como aumentar a participação no mercado e a lucratividade. Porém é inegável que está se prestigiando o conceito ético permanente sobre o financeiro de curto prazo, mesmo que por motivação aética. Numa visão de ética utilitarista, o fato de alguns bancos passarem a auferir lucros com o “socialmente correto”, através de ações como, por exemplo, o financiamento de projetos compromissados com a responsabilidade social, não diminui o impacto social destas ações.Pode se dizer que atualmente o mercado está caminhando rapidamente para uma situação onde nenhuma empresa pode se furtar a algum grau de responsabilidade sócio-ambiental e ética e que neste contexto, as empresas passam a investir em várias ações: elaboração, implantação e manutenção de programas; doações; apoio e financiamento a programas sociais, educativos, culturais e artísticos. Este movimento deu origem também ao conceito de marketing social ou societal.

Sobre Eduardo Blay

Eduardo Blay: médico, pós graduado em Administração de Empresas pela FAAP, mestrado em Economia e Gestão da Saúde pela UNIFESP, com experiência de mais de 20 anos como executivo em cargos de direção de Operadora e Seguradora de Saúde e em Hospital de primeira linha. Atualmente é consultor em saúde, diretor-sócio da Assector – Consultoria em Gestão de Saúde e Vice-Presidente de Marketing da ABDEH - Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Edifício Hospitalar.

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