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LIDERANÇA E ÉTICA

1 de dezembro de 2011 09:29

No Brasil, uma parte significativa das organizações hospitalares tem desenvolvido comitês de ética internamente. Ao que tudo indica, parece ser um caminho sem volta, tal como aconteceu nos EUA na década de 90, quando a Associação Americana de Hospitais (AHA) propôs que cada hospital constituísse um comitê de ética. Estas mudanças trazem novos rumos e modificam os cenários estabelecidos na relação entre os profissionais da área de saúde e os clientes que fazem uso destes serviços.

 

A responsabilidade por manter as medidas éticas funcionando é de toda equipe. Ela não se concretiza apenas pela edição de normas, e sim, por uma colaboração constante entre as pessoas no sentido de assegurar que as condutas sejam seguidas. Cabe ao líder da instituição, o papel de manter e preservar as pessoas envolvidas na adoção diária da prática e na reflexão de problemas éticos de profissionais da saúde, tanto no que se refere ao cuidado com os clientes quanto dentro da própria equipe de trabalho.

 

Apesar dos termos ética (grego “ethos”) e moral (latim “morale”) serem de origens diferentes, ambos possuem os mesmos significados: conduta ou relativo aos valores e costumes. Porém, definir o que seja uma conduta ética não é uma das tarefas mais fáceis. O professor Álvaro Valls, autor do livro O que é ética – Ed. Brasiliense, diz que: “A ética é daquelas coisas que todo mundo sabe o que são, mas que não são fáceis de explicar quando alguém pergunta”.

 

Cada vez mais, os líderes aliados às práticas de governança corporativa têm como função compreender e integrar a equipe aos valores morais definidos no código de conduta pelas comissões internas de ética. Para entender melhor esta questão, os valores são as coisas que são importantes para organização. São princípios-guia e ideias que consideramos verdades, e que utilizamos como base para nossas ações. Os exemplos de valores podem ser: o profundo cuidado e respeito pelo próximo, honestidade, bondade, segurança, autenticidade, justiça e lealdade.

 

Quando compartilhados por todos, os valores são fontes de orientação moral, conduta, recursos e suporte. Os valores definidos nas comissões internas de éticas devem ser pregados em todas as esferas da unidade hospitalar e, mais ainda, devem transpor os muros da instituição e atuar junto aos stakeholders. Assim, com o tempo, esses valores se tornarão um hábito bastante saudável.

 

Sobre Sandro Pereira

Sandro Pereira é diretor da empresa Provider TC, Psicoterapeuta, especialista em Neurolinguística e Coach. Possui oito anos de experiência em Hipnose Clínica.

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