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Sobre a reportagem do Fantástico

18 de março de 2012 23:52

  Acabo de assistir a reportagem especial  veiculada no Fantástico da Rede Globo  sobre o esquema de propinas envolvendo fornecedores de hospitais públicos. A quem não teve a oportunidade de acompanhar, recomendo o acesso através do seguinte link:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2012/03/fantastico-mostra-como-e-desvio-de-dinheiro-em-um-hospital-publico.html

   Estão lá todas as clássicas situações de conflito de interesse temidas e repudiadas pela maior parte dos compradores do setor hospitalar. O suborno, o favorecimento a fornecedores, o oferecimento de “presentinhos”  representado no caso por um convite para o camarote dos desfiles das escolas de samba do Rio de Janeiro.

   A reportagem é até favorável aos compradores, enfatizando que o senso comum sobre a conduta de quem compra muitas vezes está errado, compartilhando com os “empresários” privados a responsabilidade por desvios de comportamentos.

   Mas o sentimento que tive ao final de tudo foi uma mescla de indignação com vergonha. Indignação por ver explicitamente o horror da atuação vexatória  de pessoas que deveriam estar comprometidas com um ambiente transparente e de concorrência leal, mas que preferem , às custas do prejuízo de outras partes,  trabalhar em prol de seus próprios interesses. Mais do que desrespeitarem suas classes profissionais, dão um exemplo forte de falta de ética como cidadãos.

   Vergonha por saber que a proporção de corruptores é igual à de corrompidos, de forma, que tais condutas, se existem, certamente estão amparadas em um histórico de falta de firmeza de propósitos do outro lado da mesa. E, sim, estou falando dos maus compradores que ainda existem no meio.

   O mercado da saúde não é formado por classes distintas, mas pela atuação conjunta de todas as partes. E se pretendemos ter um setor mais transparente e eticamente inspirador, é necessário começar a encarar situações deste tipo como motivo de constrangimento para todos nós.

   Se estivéssemos todos em uma sala em chamas, faria diferença o lado da mesa em que você está?

    E durma-se com este barulho.

  • http://www.facebook.com/ministeriodasaude Ministério da Saúde

    Olá, blogueiro!

    O Sistema único de Saúde (SUS) se consolidou nestes últimos 22 anos como um dos mais
    importantes sistemas de saúde do mundo. Sabia que o Brasil é o único país com mais de 100
    milhões de habitantes que tem um sistema único, público e gratuito? O SUS está a serviço de
    toda a população brasileira, da criança ao idoso: protegendo, acolhendo e cuidando. Veja os
    números:

    190 milhões de beneficiários;
    145 milhões de pessoas dependem exclusivamente do SUS;
    2 milhões de profissionais em atuação permanente;
    90% do mercado de vacinas é movimentado pelo SUS.

    Para mais informações: comunicacao@saude.gov.br
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    Perguntas sobre saúde: http://www.formspring.me/minsaude
    Siga-nos no Twitter: http://twitter.com/minsaude

    Atenciosamente,
    Ministério da Saúde

  • João Teixeira

    Vejo duas vertentes nessa reportagem. A primeira, é a que se mostrou nessa reportagem montada que deixa no ar a pergunta: Porque? Qual o objetivo? Não que tenha sido inútil, porém, deixou-me a dúvida da real intenção da Rede Globo.

    Assumir um compromisso moralista frente aos seus assíduos telespectadores que não assistem mais qualquer noticia contrária ao governo? Queiram ou não isso é preocupante, pois sabidamente, a maioria do povo brasileiro não tem o hábito da leitura de jornais, principalmente os editorias ou as primeiras páginas, onde normalmente estão as análises críticas da economia, politica, sociedade, etc.

    Ao mesmo tempo que presta um serviço público ao desmacarar uma minuscula parte dessa safadeza, cumpre o outro papel de mostrar-se alinhada com a moralidade que é necessária à convivência democrática.

    Porém, basta pensar um pouco para perceber que não precisamos só de denúncias montadas desse tipo, precisamos escancarar a estrutura criada, dentro e fora do governo, para manutenção da impunidade, envolvendo advogados que são pagos com o dinheiro roubado do povo, juizes que vendem sentenças ( vejam os processos na CNJ), cadeias que vendem privilégios, jornalistas e jornais que não publicam.

    Muitas vezes fui abordado, acintosamente ou sutilmente, por empresas querendo fornecer atravez de um previlégio comprado. Minha formação, não permite esse tipo de negócio.

    Não é só no governo que existe corrupção, mas é lá que deveria ser dado o maior exemplo de punição aos culpados e o que acontece? Nada. Precisamos de uma grande reforma politica, ou melhor na Moral Politica, que sequer nasceu ainda.

    Trabalho na saúde, também, em Suprimentos. Quando uma empresa quer tratar de uma venda diretamente comigo, como Gerente, já espero que venha alguma oferta ilicita. Nem sempre acontece, mas via de regra, querem sondar se há espaço para esse tipo de oferta e quando percebem que não há essa possibilidade, saem com a frase: Pôcha, aqui o jogo é duro….

    É muito dificil ensinar às crianças o que é Ética, Principios, Valores, dentro da Moral predominante atualmente. Porque a moral predominante hoje é a Impunidade, começando pelos dirigentes governamentais e pelos responsáveis em formular as leis nesse pais. Ser politico hoje é sinônimo de diploma de malandragem.

    A Globo mudou o roteiro e os holofotes foram dirigidos para outros personagens, tão corruptos quantos aqueles que antes ela denunciava e hoje, medra em fazê-lo. São válidas essas denuncias, mas como as outras cairá no vazio. As noticias televisivas são de impacto, não de formação ou informação. Amanhã vem outra e substitui, na mente, a de ontem.

    João Teixeira
    Profissional da Cadeia de Suprimentos Hospitalares.

  • Mauro Valezin

    Realmente é lastimável a situação que se encontra nosso país em todas as esferas, níveis e atividades econômicas. Os atores e personagens (reais) deste teatro chegaram ao ponto de referirem estar praticando “ética de mercado” para mascarar a ilegalidade, macular os atos e ações bárbaras, moldurando os conchavos e acordos de participação e armação.
    Triste presenciar tais cenas, principalmente quando envolve instituições de saúde cuja missão maior é o social e assistencial.

    Mauro Valezin
    Administrador Hospitalar
    Diretor de Operações – GNSL

Sobre Ronie Oliveira Reyes

Ronie Reyes Oliveira é administrador de empresa e palestrante especializado na gestão de aquisição de produtos para saúde, com mais de 20 anos de atuação na cadeia de suprimentos de grandes instituições hospitalares

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